Descrição
Não conseguia ler nem escrever. Ponto. Como se nunca tivesse sido capaz.
Roma, Itália. Eloisa Molnar Budai é uma brilhante professora universitária que, em uma manhã de maio, sofre um acidente vascular cerebral e acorda com uma sentença cruel: ela perdeu totalmente a capacidade de ler e de escrever. Entre tratamentos e reclusão, ela vê, da janela no topo do monte Aventino, uma jovem enigmática que passa horas tocando um violino.
Ao compasso dessa ligação sutil, a narrativa de Chiara Gentile nos transporta em uma viagem geográfica e emocional por uma Europa de fronteiras mutáveis, das ladeiras de Roma às pontes de Florença e o vento catabático de Trieste, dos portões de Budapeste às memórias de conflitos na Croácia…
Haverá ainda história para a Eloísa, mesmo que ela não saiba mais nem ler nem escrever?
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Chiara Gentile nasceu em Roma, em 1984. Atualmente, vive em Brasília, dividindo a sua atividade de escrita entre a Itália e o Brasil. Em 2012, recebeu reconhecimento literário com o conto Pane e niente, no concurso Buonanotte nel Parco, com júri presidido pela escritora Dacia Maraini. Seu primeiro romance, Sassi, foi publicado na Itália em 2022, pela Tarka Editore.Tempo primo (Edizioni Efesto, 2025) é a sua segunda obra de ficção.
Tradutora
Adriana Marcolini é jornalista e tradutora. Em 2025 publicou Américas (Cosac Edições), uma coletânea de relatos de viagem de Alberto Moravia da qual foi curadora e tradutora. É autora do guia 50 Livrarias de Buenos Aires (Cotia: Ateliê Editorial, 2011), finalista do Prêmio Jabuti de 2012. Traduziu, também, Sull’Oceano, de Edmondo De Amicis – o primeiro romance da emigração italiana, lançado em 2017, com o título Em Alto-Mar (Nova Alexandria/Instituto Italiano de Cultura de São Paulo).








